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Dinâmica de vitórias. Da falta dela.

por Pedro Silva, em 13.01.18

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imagem retirada de zerozero

 

Ainda esta semana Zinédine Zidane disse que nem tudo está mal neste Real Madrid. E tem razão. Nem tudo está mal não obstante a derrota histórica de hoje em casa diante do Villareal (foi a primeira vez que o Villareal CF venceu no Estádio Santiago Bernabéu). A equipa «blanca» não jogou mal e, em certos momentos, até que conseguiu impor o seu futebol. O problema reside, essencialmente, no facto de este Real Madrid demorar muito a entrar no jogo. Se somarmos a tal o facto de a bola não entrar na baliza adversária por mérito da defesa da equipa contrária ou porque a sorte não quer nada com Cristiano Ronaldo & Companhia resulta na total desorganização da equipa “merengue” que depois acaba por sofrer um golo do Villareal na única vez em que este criou verdadeiro perigo na baliza de Keylor Navas. A tudo isto chama-se falta de dinâmica de vitórias.

 

Mas atenção. Nada disto desresponsabiliza Zidane e toda a estrutura directiva do Real Madrid pela actual crise desportiva que assola a «Casa Blanca». Pelo contrário. Ainda hoje ficou bem patente a dificuldade que o técnico francês teve em gerir o esforço da sua equipa. Salvo erro da minha parte, nesta partida diante do Villareal Zidane fez apenas duas substituições num jogo que não lhe estava a correr de feição (se calhar com a tal de dinâmica de vitórias presente nem se desse por tal). Para mais isto de ser ter um plantel com dois avançados em que um deles é um jovem da formação tem muito que se lhe diga… E nem vou aqui falar sobre o terrível sistema de jogo que Zizou “inventou” em que tanto Cristiano Ronaldo como Gareth Bale são obrigados a ter de se “colar” às faixas do ataque para depois virem em diagonal para a área adversária. Um tremendo desperdício de esforço e de talento.

 

E pouco mais há a dizer senão que há que dar o litro nas provas que podem ainda ser conquistadas (Copa del Rey e UEFA CHampions League). E já agora, se Florentino e restante Direcção puderem ir preparando a próxima época com reforços no verdadeiro sentido do termo (basta um ponta de lança de qualidade e nada mais) será excelente.

 

MVP (Most Valuable Player): Toni Kroos. O internacional alemão foi, seguido de muito perto por Luka Modric, o MVP deste Real Madrid. Sempre muito esclarecido no capítulo do passe, Kroos procurou sempre as soluções ofensivas que, por uma razão ou outra, não eram aproveitadas por Cristiano e Bale.

 

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum as equipas em campo foram capazes de construir um lance que fizesse com que a vitória pendesse, em definitivo, para o seu lado. Não que a equipa da casa não tivesse feito por isto. Para mais o Villareal CF teve a sorte do jogo do seu lado no lance do golo.

 

Arbitragem: Undiano Mallenco tem uma espécie de aversão ao Real Madrid. A razão para tal é por mim desconhecida. Hoje Undiano foi, mais uma vez, fiel a si próprio ao não ter marcado uma claríssima grande penalidade a favor do Real Madrid CF na primeira parte do jogo. Má arbitragem com influência directa no resultado.

 

Positivo: Cristiano Ronaldo. Foi o expoente máximo da capacidade de luta da equipa «merengue». Padeceu do mesmo mal que a maioria dos seus companheiros dado que a Deusa da Fortuna não quis nada com o internacional português.

 

Negativo: O esquema táctico de Zidane. Já qui o disse e não me canso de repetir, isto de jogar sem um ponta de lança e de obrigar os extremos a vir em diagonal até ao meio da área para finalizar foi a pior coisa que Zidane poderia ter feito à sua equipa.

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publicado às 18:00

«¿Qué pasa con los hombres?»

por Pedro Silva, em 10.01.18

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imagem retirada de zerozero

 

«¿Qué pasa con los hombres?» É a pergunta que faço a Zidane e ao actual elenco de atletas profissionais que compõem o plantel do Real Madrid Club de Fútbol… Isto porque o que vi hoje foi mau demais para ser verdade. Um exemplo daquilo que aconteceu neste tenebroso empate caseiro a duas diante do Numancia; a defesa a ficar para trás e a não acompanhar o meio campo e ataque do Real criando, desta forma, um tremendo espaço que o adversário soube aproveitar à vontade para delinear o seu jogo. Tal nem nos juvenis se admitem quanto mais a uma equipa com o calibre do Real Madrid CF!

 

Claro que se pode dizer que a partida de hoje era somente para cumprir calendário dado que a vantagem trazida da primeira mão (3 a 0 a favor do Real Madrid) dava para se encarar o jogo com alguma tranquilidade. Repito; alguma tranquilidade. Daí a jogar-se como se estivessem a fazer um enorme favor vai uma tremenda distância. Quando tal é assim não há treinador que aguente. Mas atenção! Não estou com isto a desresponsabilizar Zidane. Pelo contrário, dado que este seu sistema de jogo sem extremos faz com que se “afunile” em demasia todo o jogo ofensivo da equipa blanca uma vez que nem sempre os defesas laterais estão inspirados nem tem os seus índices físicos no máximo (o mesmo se aplica a Isco, Modric, Cristiano Ronaldo ou a qualquer outro elemento do meio campo/ataque madridista).

 

Hoje muito boa gente perdeu a oportunidade de mostrar a sua valia. Falo, obviamente, de Theo Hernández, Nacho (muito mal batido no lance do empate a duas bolas), Marcos Llorente, Dani Ceballos (autor de uma péssima exibição) e Marco Asensio. Critico especialmente este último dado que Asensio parece ter-se iludido com os elogios que recebeu na ronda inaugural da época.

 

No próximo Sábado regressa La Liga com a equipa “merengue” a receber o famoso «submarino amarillo». O Villarreal Club de Fútbol é o actual 6.º classificado. Está – somente – a 4 pontos do Real Madrid…

 

Uma última palavra para dar os parabéns a este Club Deportivo Numancia de Soria do técnico Jagoba Arrasate. Já na primeira mão dos oitavos-de-final da Copa del Rey este Numancia tinha deixado uma boa imagem de si. Lutadora q.b. e muito organizada tanto a defender como a atacar. Será um caso sério para todas as equipas de La Liga caso esta temporada este brioso Numancia consiga subir ao escalão principal do futebol espanhol.

 

MVP (Most Valuable Player): Mateo Kovačić. Dos poucos (senão mesmo o único) a “remar contra a maré” do marasmo madridista enquanto teve forças para tal. Lutou bravamente contra a organizada linha defensiva do Numancia e criou espaços para os seus companheiros marcarem golo. Merecedor de uma oportunidade de jogar de início no próximo jogo do campeonato.

 

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum as equipas em campo foram capazes de construir um lance que fizesse com que a vitória pendesse, em definitivo, para o seu lado.

 

Arbitragem: Quase não dei pela presença de José Munuera e restante equipa. E quando tal sucede é porque o trabalho desta foi o exigido, José Munuera esteve bem no lance que ditou a expulsão de Dani Calvo (duplo amarelo).

 

Positivo: As substituições de Zidane. O treinador francês mostrou que estar muito atento ao que se passa em campo e procurou no seu banco de suplentes as soluções que os seus jogadores não quiseram encontrar em campo. Foi pena não terem sido eficazes uma vez que não é permitido trocar mais do que três atletas por jogo.

 

Negativo: Marasmo madridista. Quem joga a passo, desconcentrado e convencido de que as coisas se resolvem por si mesmo porque o resultado da primeira mão era favorável não merece outra coisa senão uma chuva interminável de críticas. A emendar no futuro imediato sff!

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publicado às 23:55

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O conjunto blanco quer fazer valer o 0-3 da primeira mão no primeiro jogo do ano no Bernabéu (20:30 h portuguesa).
 
Regressa a competição ao Santiago Bernabéu. O Real Madrid enfrenta esta noite frente ao Numancia o jogo da segunda mão dos oitavos-de-final da Taça do Rei com o objetivo de fazer valer o 0-3 da primeira mão, e garantir assim a qualificação para os quartos-de-final da competição (20:30 h portuguesa).      

Será o primeiro encontro de 2018 no Bernabéu e os números mostram a fiabilidade do Real Madrid no primeiro jogo oficial em casa dos últimos anos. De facto, têm 26 vitórias consecutivas: 21 da Liga e 5 da Taça do Rei.

BORJA MAYORAL, COM 3 TENTOS, É O MELHOR MARCADOR DO REAL MADRID NA TAÇA.

“Há que tentar não sofrer golos, marcar e fazer um bom jogo”, declarou Zidane ontem na sala de imprensa sobre o encontro frente ao Numancia, que é quarto classificado da Segunda Divisão, empatado em pontos com o terceiro e a quatro do líder, o Huesca.

Série fora de casa 
O conjunto de Sória apresenta-se a jogo após conseguir uma série de quatro jogos oficiais invicto fora de casa. Málaga, na Taça (1-1), e Valladolid (2-3), Osasuna (2-2) e Cultural Leonesa (2-2) na Liga, foram os seus adversários.

 

in Real Madrid CF

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publicado às 10:00

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Deteve frente ao Celta o quinto dos 10 que lhe foram assinalados desde que joga na equipa blanca.
 
Keylor Navas voltou a demonstrar no Balaídos a sua apetência para travar grandes penalidades. O guarda-redes evitou o tento de Iago Aspas desde a marca dos 11 metros, através de uma formidável estirada, defendendo o seu quinto penálti na Liga como madridista. Desde que chegou ao clube blanco, Navas teve de enfrentar dez penáltis nesta prova, defendendo metade. 

O primeiro foi na segunda jornada da Liga 2015/16, em que deteve o disparo de Rubén Castro (Bétis). Nessa época, o costa-riquenho voltaria a defender mais duas grandes penalidades: uma de Griezmann, no Vicente Calderón, e outra de Gameiro, na goleada contra o Sevilla, no Bernabéu. As outras duas aconteceram já no decurso desta temporada e sempre na Galiza. Primeiro defendeu o penálti de Florin Andone, no Riazor, e depois o de ontem no Balaídos.
 

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publicado às 08:00



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