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É o tal de ketchup

por Pedro Silva, em 21.01.18

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imagem retirada de zerozero

 

Após o jogo diante do Leganés eu tinha aqui dito que a equipa «blanca» podia aproveitar esta complicada, mas muito saborosa, vitória para dar aquele “clic” de que precisava para voltar a ser igual a si própria. Se juntarmos a isto o facto de hoje Zidante ter – finalmente – o plantel quase na máxima força, eis que temos o famoso fenómeno da garrafa de ketchup.

 

No final desta fantástica goleada de 7 a 1, Casemiro disse na entrevista rápida que desta vez as bolas entraram. E eu concordo. Apenas acrescento que desta vez a equipa madridista me pareceu muito mais serena e confiante.

 

Para mais Zidane voltou a apostar num 4x3x3 com Gareth Bale na ponta esquerda do ataque «merengue» e Cristiano Ronaldo na ponta esquerda fazendo as suas famosas diagonais para o centro, deixando, desta forma, espaço para que Marcelo subisse no terreno. Esta é a fórmula que funciona. Bem sei que o técnico francês teve de lidar com uma série de lesões e que na UEFA Champions League o famoso 4x1x2x1x2 foi funcionando, mas o Real Madrid CF funciona em pleno quando tem os seus extremos a jogar na posição de extremos.

 

Contudo há que ser justo e dizer que este RC Deportivo de La Coruña é uma equipa muito - mesmo muito – “tenrinha”. Cristóbal Parralo vai ter muito trabalho pela frente se quiser manter esta equipa galega entre os maiores do futebol espanhol… Nada que me surpreenda dado que eu já tive a oportunidade de ver in loco o quão fraco é este Deportivo.

 

Agora não se pode entrar em excessos no Santiago Bernabéu. É normal que a imprensa vá escrever loas sobre esta vitória «blanca», mas se a equipa de «Zizou» se deixar levar “pelo canto das sereias” rapidamente voltamos àquilo que tanto massacrou o universo madridsita antes da deslocação ao terreno do CD Leganés na passada quinta-feira. Para mais o “assunto” Leganés ainda não está encerrado. Ainda há que jogar a segunda mão dos quartos-de-final da Copa del Rey na próxima semana e a vantagem é somente de um golo.

 

MVP (Most Valuable Player):  Nacho Fernández. Serenidade. Era disto que a equipa de Zidane necessitava na sua linha defensiva. Hoje Nacho foi exactamente a personificação desta extrema necessidade. O defesa central espanhol foi o “patrão” que levou a equipa para a frente quando esta sofreu o golo inaugural da partida e ainda teve tempo para evitar um golo certo da equipa galega. O último golo que marcou, fruto de um posicionamento ímpar e de uma frieza sem par, acabou por ser uma justa recompensa.

 

Chave do Jogo: Apareceu no minuto 58', altura em que o internacional galês Gareth Bale marcou o terceiro golo da partida, sentenciando, desta forma, toda e qualquer possibilidade de o «Depor» poder lutar pelo resultado final. A partir desta altura a equipa da Galiza rendeu-se ao poderio ofensivo dos madrilenos.

 

Arbitragem: Fernández Borbalán poderia ter tido uma arbitragem exemplar se na 1.º parte tivesse expulsado Florin Andone por falta muito dura (a roçar a agressão) sobre Casemiro. Os comentadores da SportTv bem que tentaram desculpar a atitude do atleta romeno com o argumento da “intenção”, mas ainda está para vir o dia em que um jogador tenha a intenção de cometer uma falta grave de propósito. De resto nada a dizer sobre Fernández Borbalán e restante equipa de arbitragem.

 

Positivo: Zinédine Zidane. Regressou à fórmula vencedora que tantas vitórias lhe deu no passado e ainda bem que o fez. A ver se o técnico mantêm esta forma de estar dado que as “nuvens negras” ainda não se dissiparam por completo.

 

Negativo: Comentadores da SportTv. É óbvio que todos nós temos as nossas simpatias clubísticas, mas quando estamos a trabalhar temos a obrigação de ser profissionais e não maldosamente tendenciosos. Mais isenção exige-se da parte dos jornalistas de um canal que é subscrito a peso de ouro.

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publicado às 17:42

Golos com História: Zamorano

por Pedro Silva, em 20.01.18

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Na temporada 1994/95, um golo do chileno deu a Liga ao Real Madrid contra o Deportivo no Santiago Bernabéu.
 
Esta semana, em Golos com História, o nosso protagonista é Iván Zamorano. Chegou ao Real Madrid na temporada 1992/93 vindo do Sevilha. Era um avançado muito completo, e além de ser um grande cabeceador, tinha um excelente remate com os dois pés que lhe permitia resolver qualquer situação próxima da área adversária.
 
Real Madrid e Deportivo encontraram-se no Santiago Bernabéu a três jornadas da conclusão da Liga 94/95. O conjunto blanco venceu por 2-1 a equipa galega graças aos golos de Amavisca e Zamorano, e conquistou o título matematicamente. Corria o minuto 85 com 1-1 no marcador. Um passe longo de Amavisca foi recebido por Zamorano, que controlou orientado com o peito, posicionou-se para disparar e bateu Liaño com um potente remate de pé direito. O chileno terminou o campeonato como pichichi com 28 golos.

Zamorano vestiu a camisola blanca durante quatro temporadas, nas quais disputou 173 jogos oficiais e marcou 101 tentos. No seu palmarés como madridista destacam-se 1 Liga, 1 Taça do Rei e 1 Supertaça de Espanha. 
 

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publicado às 15:00

Dinâmica de vitórias. Da falta dela.

por Pedro Silva, em 13.01.18

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imagem retirada de zerozero

 

Ainda esta semana Zinédine Zidane disse que nem tudo está mal neste Real Madrid. E tem razão. Nem tudo está mal não obstante a derrota histórica de hoje em casa diante do Villareal (foi a primeira vez que o Villareal CF venceu no Estádio Santiago Bernabéu). A equipa «blanca» não jogou mal e, em certos momentos, até que conseguiu impor o seu futebol. O problema reside, essencialmente, no facto de este Real Madrid demorar muito a entrar no jogo. Se somarmos a tal o facto de a bola não entrar na baliza adversária por mérito da defesa da equipa contrária ou porque a sorte não quer nada com Cristiano Ronaldo & Companhia resulta na total desorganização da equipa “merengue” que depois acaba por sofrer um golo do Villareal na única vez em que este criou verdadeiro perigo na baliza de Keylor Navas. A tudo isto chama-se falta de dinâmica de vitórias.

 

Mas atenção. Nada disto desresponsabiliza Zidane e toda a estrutura directiva do Real Madrid pela actual crise desportiva que assola a «Casa Blanca». Pelo contrário. Ainda hoje ficou bem patente a dificuldade que o técnico francês teve em gerir o esforço da sua equipa. Salvo erro da minha parte, nesta partida diante do Villareal Zidane fez apenas duas substituições num jogo que não lhe estava a correr de feição (se calhar com a tal de dinâmica de vitórias presente nem se desse por tal). Para mais isto de ser ter um plantel com dois avançados em que um deles é um jovem da formação tem muito que se lhe diga… E nem vou aqui falar sobre o terrível sistema de jogo que Zizou “inventou” em que tanto Cristiano Ronaldo como Gareth Bale são obrigados a ter de se “colar” às faixas do ataque para depois virem em diagonal para a área adversária. Um tremendo desperdício de esforço e de talento.

 

E pouco mais há a dizer senão que há que dar o litro nas provas que podem ainda ser conquistadas (Copa del Rey e UEFA CHampions League). E já agora, se Florentino e restante Direcção puderem ir preparando a próxima época com reforços no verdadeiro sentido do termo (basta um ponta de lança de qualidade e nada mais) será excelente.

 

MVP (Most Valuable Player): Toni Kroos. O internacional alemão foi, seguido de muito perto por Luka Modric, o MVP deste Real Madrid. Sempre muito esclarecido no capítulo do passe, Kroos procurou sempre as soluções ofensivas que, por uma razão ou outra, não eram aproveitadas por Cristiano e Bale.

 

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum as equipas em campo foram capazes de construir um lance que fizesse com que a vitória pendesse, em definitivo, para o seu lado. Não que a equipa da casa não tivesse feito por isto. Para mais o Villareal CF teve a sorte do jogo do seu lado no lance do golo.

 

Arbitragem: Undiano Mallenco tem uma espécie de aversão ao Real Madrid. A razão para tal é por mim desconhecida. Hoje Undiano foi, mais uma vez, fiel a si próprio ao não ter marcado uma claríssima grande penalidade a favor do Real Madrid CF na primeira parte do jogo. Má arbitragem com influência directa no resultado.

 

Positivo: Cristiano Ronaldo. Foi o expoente máximo da capacidade de luta da equipa «merengue». Padeceu do mesmo mal que a maioria dos seus companheiros dado que a Deusa da Fortuna não quis nada com o internacional português.

 

Negativo: O esquema táctico de Zidane. Já qui o disse e não me canso de repetir, isto de jogar sem um ponta de lança e de obrigar os extremos a vir em diagonal até ao meio da área para finalizar foi a pior coisa que Zidane poderia ter feito à sua equipa.

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publicado às 18:00

«¿Qué pasa con los hombres?»

por Pedro Silva, em 10.01.18

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imagem retirada de zerozero

 

«¿Qué pasa con los hombres?» É a pergunta que faço a Zidane e ao actual elenco de atletas profissionais que compõem o plantel do Real Madrid Club de Fútbol… Isto porque o que vi hoje foi mau demais para ser verdade. Um exemplo daquilo que aconteceu neste tenebroso empate caseiro a duas diante do Numancia; a defesa a ficar para trás e a não acompanhar o meio campo e ataque do Real criando, desta forma, um tremendo espaço que o adversário soube aproveitar à vontade para delinear o seu jogo. Tal nem nos juvenis se admitem quanto mais a uma equipa com o calibre do Real Madrid CF!

 

Claro que se pode dizer que a partida de hoje era somente para cumprir calendário dado que a vantagem trazida da primeira mão (3 a 0 a favor do Real Madrid) dava para se encarar o jogo com alguma tranquilidade. Repito; alguma tranquilidade. Daí a jogar-se como se estivessem a fazer um enorme favor vai uma tremenda distância. Quando tal é assim não há treinador que aguente. Mas atenção! Não estou com isto a desresponsabilizar Zidane. Pelo contrário, dado que este seu sistema de jogo sem extremos faz com que se “afunile” em demasia todo o jogo ofensivo da equipa blanca uma vez que nem sempre os defesas laterais estão inspirados nem tem os seus índices físicos no máximo (o mesmo se aplica a Isco, Modric, Cristiano Ronaldo ou a qualquer outro elemento do meio campo/ataque madridista).

 

Hoje muito boa gente perdeu a oportunidade de mostrar a sua valia. Falo, obviamente, de Theo Hernández, Nacho (muito mal batido no lance do empate a duas bolas), Marcos Llorente, Dani Ceballos (autor de uma péssima exibição) e Marco Asensio. Critico especialmente este último dado que Asensio parece ter-se iludido com os elogios que recebeu na ronda inaugural da época.

 

No próximo Sábado regressa La Liga com a equipa “merengue” a receber o famoso «submarino amarillo». O Villarreal Club de Fútbol é o actual 6.º classificado. Está – somente – a 4 pontos do Real Madrid…

 

Uma última palavra para dar os parabéns a este Club Deportivo Numancia de Soria do técnico Jagoba Arrasate. Já na primeira mão dos oitavos-de-final da Copa del Rey este Numancia tinha deixado uma boa imagem de si. Lutadora q.b. e muito organizada tanto a defender como a atacar. Será um caso sério para todas as equipas de La Liga caso esta temporada este brioso Numancia consiga subir ao escalão principal do futebol espanhol.

 

MVP (Most Valuable Player): Mateo Kovačić. Dos poucos (senão mesmo o único) a “remar contra a maré” do marasmo madridista enquanto teve forças para tal. Lutou bravamente contra a organizada linha defensiva do Numancia e criou espaços para os seus companheiros marcarem golo. Merecedor de uma oportunidade de jogar de início no próximo jogo do campeonato.

 

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum as equipas em campo foram capazes de construir um lance que fizesse com que a vitória pendesse, em definitivo, para o seu lado.

 

Arbitragem: Quase não dei pela presença de José Munuera e restante equipa. E quando tal sucede é porque o trabalho desta foi o exigido, José Munuera esteve bem no lance que ditou a expulsão de Dani Calvo (duplo amarelo).

 

Positivo: As substituições de Zidane. O treinador francês mostrou que estar muito atento ao que se passa em campo e procurou no seu banco de suplentes as soluções que os seus jogadores não quiseram encontrar em campo. Foi pena não terem sido eficazes uma vez que não é permitido trocar mais do que três atletas por jogo.

 

Negativo: Marasmo madridista. Quem joga a passo, desconcentrado e convencido de que as coisas se resolvem por si mesmo porque o resultado da primeira mão era favorável não merece outra coisa senão uma chuva interminável de críticas. A emendar no futuro imediato sff!

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publicado às 23:55



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