Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


História do Real Madrid CF (1921-1930)

por Pedro Silva, em 07.03.18

CopaRegional_historia.png

No começo da década de 20, o Madrid Football Club voltou ao papel de pioneiro do futebol espanhol. A instituição «blanca» levou a cabo uma série de saídas ao estrangeiro, facto que a tornou numa referência internacional.

 

Perante essa transcendência, o clube fez mais duas mudanças de estádio nesta altura. Primeiro para o Estádio Velódromo de Ciudad Lineal e, posteriormente, construiu-se o Estádio de Chamartín. Foi este último que recebeu o primeiro encontro do recentemente criado Campeonato Nacional de Liga de Primera División (1928).

 

A outra grande mudança do clube ocorreu a 29 de Junho de 1920. Neste dia, Sua Majestade o Rei Afonso XIII de Espanha concede ao clube o título de "Real". “Nasceu” então o Real Madrid Club de Fútbol. Na memória da «casa blanca» ficará para sempre a sua primeira denominação de Madrid Football Club.

 

Aquilo que no início do século parecia um projecto amador, começava a adquirir uma dimensão inigualável. Uma grande percentagem da população espanhola praticava futebol ou, no mínimo, tinha-se tornado espectadora da modalidade. A medalha de prata conquistada pela Selecção de Espanha nos Jogos Olímpicos de Antuérpia (1920) ajudou a fomentar ainda mais esta paixão. Abria-se, então, um novo panorama para o clube «merengue».

 

Foi sob estas circunstâncias que nasceu o Campeonato Nacional de Liga de Primera División. Para trás tinham ficado os enormes problemas organizativos do futebol espanhol. As partes envolvidas concordaram com a criação de três Divisões. Na Primeira jogariam os seis campeões de Espanha, os três vice-campeões e o vencedor de um torneio de promoção entre os clubes da Segunda. Era a génese de uma grande competição na qual começaram a participar equipas oriundas de todos os cantos do país.

 

MUDANÇAS DE ESTÁDIO: VELÓDROMO E CHAMARTÍN (15.000 ESPECTADORES)

GALERIA+1,1.jpg

O imparável crescimento do número de adeptos obrigava a procurar novos recintos. O campo de O’Donnell já tinha ficado pequeno. O Real Madrid CF efectuava, assim, uma primeira mudança para o Estádio Velódromo Ciudad Lineal (na imagem em cima).

 

Posteriormente este muda-se para o famoso Estádio de Chamartín (na imagem em baixo) . Os jogos da equipa «blanca» já podiam, desta forma, ser seguidos ao vivo por 15.000 espectadores. Um verdadeiro acontecimento de massas na época!.

SLIDE+1+-+Traslado+al+campo+de+Chamartín,3.jpg 

PRIMEIRO LÍDER, O REAL MADRID (5-0 AO EUROPA)

 

O começo do Campeonato Nacional de Liga de Primera División não poderia ter sido melhor. Foi o duelo sonhado pela instituição branca. Nesse primeiro confronto da nova competição media-se ao Club Deportivo Europa no Estádio de Chamartín.

GALERIA+3,1.jpg 

O jogo foi perfeito por parte dos "pupilos" (na imagem em cima) de José Quirante. A goleada por 5-0 significou a primeira liderança da história. Foi um primeiro grande sinal.

 

CONTRATAÇÃO DE RICARDO ZAMORA

 

Após dois vice-campeonatos (um no Campeonato da Liga e outro no Campeonato de España) , houve um acontecimento que mudaria o rumo do Real Madrid CF.

 

O melhor guarda-redes de então, Ricardo Zamora, assinava pela equipa «blanca». Oriundo do Real Club Deportivo Español, a sua transferência obrigou a «casa blanca» a despender 150.000 pesetas (900 euros).

 

PALMARÉS DO MADRID FOOTBALL CLUB (1921 - 1930)

 

7 Campeonato Regional Centro

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:34

Até que acredito que haja quem olhe para o actual Real Madrid CF e retire a conclusão de que está tudo mal quando comparado com o Real Madrid CF da época transacta. Pessoalmente discordo inteiramente de tal forma de ver a coisa. Tenho para mim que esta forma de pensar é algo “resultadista” e tal acaba, de sobremaneira, por induzir muita gente em erro.

Real-Madrid-CF-v-Club-Atletico-de-Madrid-La-Liga.j 

Quando vejo um jogo deste Real Madrid CF que é apontado como um mau exemplo de gestão desportiva vejo, muitas vezes, o Real Madrid CF da época transacta. Especialmente na sua vertente defensiva. É verdade que na época transacta Ramos e Pepe faziam uma dupla de centrais quase inabalável, mas quando esta dupla falhava - por norma - a equipa «blanca» sofria golo. O que mudou para os dias de hoje com a saída de Pepe? Pouco. Se a dupla Varane/ Ramos falha, a equipa «blanca» sofre golo.

14779359290427.jpg

O real cerne da questão que muita gente opta por não mencionar reside não na qualidade (da falta dela) do actual plantel do Real Madrid CF, mas sim na forma como o seu treinador geriu algumas ausências devido a lesões prolongadas. Por exemplo; exigir à dupla Varane/Nacho que tenha o mesmo tipo de movimentações que a dupla Varane/Ramos foi, em muitas partidas, a “morte do artista” para o técnico francês.

14779359290427.jpg 

Não estou com isto a dizer que Nacho (e até mesmo Jesús Vallejo) não tem qualidade suficiente para jogar no Real Madrid. Pelo contrário. Nacho é o caminho que a «casa blanca» deve seguir para poder assegurar o seu futuro a médio e longo prazo. Contudo os jogadores são seres humanos que têm de ir aprendendo com os seus erros. O problema é que no universo «madridista» é deveras complicado aprender-se com os erros pois a dita «afición» (e alguma imprensa) só “vive” para o resultado. E é aqui que reside o erro de Zidane…

14779359290427.jpg

O excelente arranque da temporada foi praticamente aniquilado por uma “chuva” de lesões que afastaram muitas das pedras nucleares do Real Madrid CF. Tal “obrigou” Zidane a ter de apostar em muitas das apostas mais jovens do seu actual plantel. Algumas caíram no gosto da «afición» (como é o caso de Marco Asensio, por exemplo), mas outras foram de imediato condenadas ao fracasso como foi o caso de Dani Ceballos (por exemplo).

 

14779359290427.jpg 

Na minha prespectiva, e face ao exposto até aqui, Zinédine Zidane cometeu um erro grave que acabou por custar a conquista do título de campeão de Espanha e a Copa del Rey. Se «Zizou» não se tivesse deixado levar pelas constantes exigências da «afición» e tivesse optado por apoiar quem mais dele precisou nos momentos de crise, de certeza que por esta altura não estria em mãos com uma crise de opções que a baixa moral de alguns dos seus jogadores chave acaba por promover (mesmo que indirectamente).

14779359290427.jpg 

Mas atenção, não estou com tal a desejar o despedimento do técnico aconteça o que acontecer no final da presente época, Estou antes a defender aquele que, a meu ver, deve ser o futuro do Real Madrid CF. Isto porque, repito, uma “manta de retalhos bordada a ouro, não deixa, nunca, de ser uma manta de retalhos”. Apostar na “prata da casa” – também - é importante.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 21:28

O famoso mercado de Inverno está, finalmente encerrado. A Madrid não chegou um único reforço durante este período. Muitos nomes sonantes foram associados à equipa «blanca» durante o passado mês de Janeiro mas nenhum chegou ao Benabéu. O mais falado (e esperado, diga-se desde já) pela «afición» foi o do atleta Mauro Icardi, avançado argentino que actualmente joga em Itália. Mais concretamente no Inter de Milão. A sua transferência para Madrid chegou a ser dada como certa sendo que o negócio envolveria uma avultada quantia de € e a cedência a título definito do passe do médio croata Mateo Kovačić ao Inter.

1511257286_587356_1511257351_noticia_normal.jpg 

Felizmente a tão desejada transferência de Icardi não passou de um mero rumor. E não digo tal porque nutra alguma simpatia por Benzema. Tal como muitos outros madridistas, também eu começo a ficar farto das fracas prestações do internacional francês e das suas “polémicas”. E não, esta minha satisfação pelo facto de Icardi não ter sido o reforço do Real Madrid CF neste último mercado de inverno em nada tem a ver com o facto de eu achar que Borja Mayoral é um avançado com um enorme potencial. E acrescento que eu estou inteiramente de acordo quando me dizem que a «Casa Blanca» necessita de se reforçar no ataque. Contudo ainda está para vir o dia em que um reforço de inverno venha a ser a solução do problema que uma equipa como o Real Madrid tem na sua frente de ataque.

 

Já acompanho o futebol há uns anos, e a minha experiência diz-me que nas equipas ditas “pequenas” os reforços de inverno costumam resultar. Já nas de maior dimensão o cenário é muito diferente. E é muito diferente porque a pressão é muito maior. Dito de outra forma; se Mauro Icardi (ou outro qualquer) tivesse assinado pelo Real Madrid CF em Janeiro do corrente ano cível, este seria visto como uma espécie de “messas” que tem de resolver tudo o que está mal no plantel «blanco». Se não o conseguir é de imediato rotulado de “flop”. Como se isto do futebol fosse algo em que podemos afirmar com a certeza absoluta de que 2+2=4.

zidane--junto-a-florentino-perez--afp.jpg 

Neste aspecto Zidane mostrou ser um treinador inteligente. Claro que se pode recriminar «Zizou» pelos muitos erros cometidos esta época, mas há que louvar o treinador francês por este ter impedido Florentino Pérez de cometer as loucuras que a imprensa espanhola patrocina diariamente.

 

O Real Madrid escapou ileso á loucura do inverno. E ainda bem que tal foi assim, pois mais importante do que ter uma manta de retalhos bordada a ouro, é ter-se uma equipa no verdadeiro sentido do termo.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:47

Dinâmica de vitórias. Da falta dela.

por Pedro Silva, em 13.01.18

imgS620I212702T20180113170853.jpg 

imagem retirada de zerozero

 

Ainda esta semana Zinédine Zidane disse que nem tudo está mal neste Real Madrid. E tem razão. Nem tudo está mal não obstante a derrota histórica de hoje em casa diante do Villareal (foi a primeira vez que o Villareal CF venceu no Estádio Santiago Bernabéu). A equipa «blanca» não jogou mal e, em certos momentos, até que conseguiu impor o seu futebol. O problema reside, essencialmente, no facto de este Real Madrid demorar muito a entrar no jogo. Se somarmos a tal o facto de a bola não entrar na baliza adversária por mérito da defesa da equipa contrária ou porque a sorte não quer nada com Cristiano Ronaldo & Companhia resulta na total desorganização da equipa “merengue” que depois acaba por sofrer um golo do Villareal na única vez em que este criou verdadeiro perigo na baliza de Keylor Navas. A tudo isto chama-se falta de dinâmica de vitórias.

 

Mas atenção. Nada disto desresponsabiliza Zidane e toda a estrutura directiva do Real Madrid pela actual crise desportiva que assola a «Casa Blanca». Pelo contrário. Ainda hoje ficou bem patente a dificuldade que o técnico francês teve em gerir o esforço da sua equipa. Salvo erro da minha parte, nesta partida diante do Villareal Zidane fez apenas duas substituições num jogo que não lhe estava a correr de feição (se calhar com a tal de dinâmica de vitórias presente nem se desse por tal). Para mais isto de ser ter um plantel com dois avançados em que um deles é um jovem da formação tem muito que se lhe diga… E nem vou aqui falar sobre o terrível sistema de jogo que Zizou “inventou” em que tanto Cristiano Ronaldo como Gareth Bale são obrigados a ter de se “colar” às faixas do ataque para depois virem em diagonal para a área adversária. Um tremendo desperdício de esforço e de talento.

 

E pouco mais há a dizer senão que há que dar o litro nas provas que podem ainda ser conquistadas (Copa del Rey e UEFA CHampions League). E já agora, se Florentino e restante Direcção puderem ir preparando a próxima época com reforços no verdadeiro sentido do termo (basta um ponta de lança de qualidade e nada mais) será excelente.

 

MVP (Most Valuable Player): Toni Kroos. O internacional alemão foi, seguido de muito perto por Luka Modric, o MVP deste Real Madrid. Sempre muito esclarecido no capítulo do passe, Kroos procurou sempre as soluções ofensivas que, por uma razão ou outra, não eram aproveitadas por Cristiano e Bale.

 

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum as equipas em campo foram capazes de construir um lance que fizesse com que a vitória pendesse, em definitivo, para o seu lado. Não que a equipa da casa não tivesse feito por isto. Para mais o Villareal CF teve a sorte do jogo do seu lado no lance do golo.

 

Arbitragem: Undiano Mallenco tem uma espécie de aversão ao Real Madrid. A razão para tal é por mim desconhecida. Hoje Undiano foi, mais uma vez, fiel a si próprio ao não ter marcado uma claríssima grande penalidade a favor do Real Madrid CF na primeira parte do jogo. Má arbitragem com influência directa no resultado.

 

Positivo: Cristiano Ronaldo. Foi o expoente máximo da capacidade de luta da equipa «merengue». Padeceu do mesmo mal que a maioria dos seus companheiros dado que a Deusa da Fortuna não quis nada com o internacional português.

 

Negativo: O esquema táctico de Zidane. Já qui o disse e não me canso de repetir, isto de jogar sem um ponta de lança e de obrigar os extremos a vir em diagonal até ao meio da área para finalizar foi a pior coisa que Zidane poderia ter feito à sua equipa.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:00



Agenda do Real Madrid


Calendário

Abril 2018

D S T Q Q S S
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
2930

Pesquisar

  Pesquisar no Blog

MARCA (22/04/2018)


as (22/04/2018)


Publicidade



Espectadores


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.