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Espaço de opinião com as notícias mais relevantes do Real Madrid Club de Fútbol

O futebol é mesmo assim. Movido por paixões mas cruel. Muito cruel. Por muito que o comum adepto não goste, no “Mundo do pontapé na bola” impera a velha máxima “os homens passam, mas o clube fica”. Para o bem e para o mal, é desta forma que vejo a já anunciada saída de Zinédine Zidane do comando técnico do Real Madrid CF.
Dói? Claro que dói! «Zizou» foi – “somente” – o Melhor Treinador que passou pela «Casa Blanca». A Europa e o Mundo do futebol caíram a seus pés. Foram as suas conquistas e recordes atrás de recordes que fazem actualmente do Real Madrid Club de Fútbol o Melhor Clube da Europa e do Mundo.
E nem vale a pena aqui referir o trabalho fantástico que o técnico francês fez com um plantel que está longe (muito longe!) dos tais de “galácticos” que prometiam sempre muito mas que conquistavam tão pouco. Cristiano r9onaldo é um bom exemplo do “Toque de Midas” de Zidane.
Agora é seguir em frente. Fico eternamente grato a «Zizou» que soube conquistar o meu respeito e eterna admiração. A Vida continua e espero, sinceramente, que esta “breve” mas triunfal passagem de Zidane pelo banco da equipa «merengue» tenha ensinado alguma coisa a todo o universo “madridista”.
A Liga dos Campeões volta a ser do Real Madrid. A equipa espanhola conquistou a 13ª Champions da sua história ao vencer o Liverpool, na final, por 3x1.
Os merengues tiveram uma má entrada no encontro, mas a lesão de Salah veio mudar tudo. Os reds tiveram um encontro cheio de momentos para esquecer, com Karius a ser a principal figura da derrota. O guarda-redes alemão fica ligado de forma humilhante a dois golos do Real Madrid, Bale foi o joker lançado por Zidane que ajudou a decidir a partida. Uma final que, definitivamente, vai ficar para a história.
Domínio red chegou ao fim com as lágrimas de Salah

Os primeiros 20 minutos foram inteiramente ingleses. O Liverpool entrou com aquela pressão alta que lhe é característica e o Real Madrid sentiu bastante dificuldade para lidar com isso. Os reds não precisavam de muitos toques para chegarem próximo da baliza de Navas, que teve de se aplicar a remates de Mané e de Arnold.
Foi uma entrada muito forte da equipa de Liverpool, que o Real Madrid não estava a conseguir contrariar. Os merengues recuaram as linhas e tentaram controlar o jogo com posse de bola, mas os reds não alteraram a forma de jogar e em alguns períodos a equipa espanhola esteve toda concentrada no seu meio-campo. Estava a ser uma final completamente inglesa, mas um momento infeliz alterou este cenário.
Um jogo novo
Antes da final tinha-se falado muito de Real Madrid e Liverpool, de Cristiano Ronaldo e Salah. Um duelo que não chegou a durar meia hora. Num lance dividido com Sérgio Ramos, o egípcio lesionou-se no ombro e acabou por ser substituído. A sua saída foi feita em lágrimas, mas o avançado não foi o único a sentir aquela substituição. A confiança do Liverpool ficou abalada por completo e a partir desse momento só se viu Real Madrid.
Os merengues também perderam Carvajal por lesão, mas o efeito da sua saída não foi sentido da mesma forma que a de Salah no lado dos reds. O Liverpool pareceu desconcentrado e o Real Madrid conseguiu chegar, finalmente, à baliza de Karius. Na primeira oportunidade Benzema chegou mesmo a marcar, mas o golo foi anulado por fora de jogo. O intervalo chegou em boa hora para o Liverpool, pelo menos assim se pensava.
Karius deu uma mãozinha, Bale fez uma obra de arte

O Real Madrid tinha terminado por cima e esse espírito continuou no reatar da partida. Num dos lances mais insólitos da história da Liga dos Campeões, Karius enviou a bola contra o pé de Benzema e os merengues chegaram ao golo. Um lance infeliz do guarda-redes alemão que acabou por servir para acordar o Liverpool.
A reação do emblema inglês foi forte e voltou a aparecer aquele Liverpool da primeira meia hora, sempre impulsionado por Sadio Mané. O senegalês foi o melhor elemento da formação britânica e foi dele o golo do empate, na sequência de um pontapé de canto.
A final estava reaberta, mas este Real Madrid foi feito para momentos como os desta noite e a estrelinha voltou a acompanhar a equipa merengue. Zidane lançou Bale na partida e a aposta do técnico francês não podia ser mais certeira. O galês entrou aos 60 minutos e demorou apenas quatro para fazer um golo monumental.

Marcelo cruzou de pé direito e o recém entrado não se fez rogado, aproveitou o adormecimento da defesa inglesa, e aplicou um pontapé de bicicleta que só parou no fundo das redes de Karius. Um momento fantástico e que certamente ficará para a história das finais da Liga dos Campeões.
Ao contrário do que se tinha visto no primeiro golo, o Liverpool não conseguiu reagir, exceção feita a um remate de Mané ao poste da baliza de Navas. Na outra baliza, Karius voltou a ficar mal na fotografia. Gareth Bale rematou de longe, com força, mas o remate foi à figura do guarda-redes alemão... que vacilou novamente. Não há outra maneira de explicar, foi um autêntico frango de Lorius Karius e o golpe final para o Liverpool.
Numa final disputada, houve vários momentos que ficam marcados para a história. A lesão de Salah, os frangos de Karius, o golaço de Bale e... a 13ª Liga dos Campeões para o Real Madrid. Histórico.
Artigo publicado no site zerozero