Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


Que dizer?

por Pedro Silva, em 27.02.18

imgS620I215795T20180227205327.jpg 

imagem retirada de zerozero

 

Para ser muito sincero não sei o que dizer sobre esta derrota do Real Madrid CF. Isto porque nem a equipa do Espanyol mereceu vencer nem a equipa de Zidane mereceu perder. Isto se tivermos em linha de conta aquilo que ambas as equipas fizeram durante os 90 e poucos minutos.

 

O que se pode dizer, na minha opinião, é que Zidane tinha a obrigação de ter preparado a equipa «merengue» de uma forma completamente distinta daquela que vimos a entrar em campo. Não estou com isto a falar no onze apresentado, se bem que me custa muito perceber a razão que leva o técnico francês querer fazer de Gareth Bale um avançado. O que estou aqui a tentar dizer é que não é a primeira vez que a equipa de Quique Flores joga de uma forma tal que “não ataca, nem deixa atacar”. Foi muito por causa desta forma de estar em campo do RCD Espanyol que o FC Barcelona perdeu esta temporada no Estádio Cornellà-El Prat na primeira mão dos quartos-de-final da Copa del Rey.

 

Por tudo isto, mais do que colocar em causa o fraco desempenho de atletas como Isco e Bale (por exemplo) ou até mesmo apontar o dedo á equipa de arbitragem que errou – com gravidade - para os dois lados, há antes que apontar o dedo a Zidane que não soube, de forma alguma, preparar a equipa «blanca» para um embate que se adivinhava complicado.

 

Mas atenção. Nem tudo foi mau. Isto de se ter dado tudo por tudo nos minutos finais com Sérgio Ramos na zona do ponta de lança e de se apostar numa dupla de avançados para se tentar dar a volta a um teimoso empate a zero é de se louvar e, espero, que seja para se manter. O problema é que tal atitude deveria ter aparecido mais cedo no referido jogo.

 

MVP (Most Valuable Player): Mateo Kovačić. O internacional croata terá sido aquele que mais se destacou pela positiva. Enquanto esteve em campo procurou sempre colocar a equipa «madridista» em vantagem, mas este viu a sua vontade esbarrar na inércia dos seus colegas e num “muro defensivo” catalão que não queria outra cosia senão forçar um empate a zero ou uma vitória fortuita.

 

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum ambas as equipas foram capazes de criar um lance que fizesse com que a vitória pendesse para o seu lado.

 

Arbitragem: O Espanyol teve um golo mal anulado aos 30 minutos, quando o árbitro Sánchez Martínez vislumbrou um fora de jogo inexistente de Gerard Moreno. Aos 41 minutos Victor Sánchez cortou um remate de Gareth Bale com o braço e o árbitro mandou seguir. Má decisão a 'compensar' outra má decisão. Má arbitragem com influência directa no resultado final.

 

Positivo: Vontade de vencer. A empatar a zero e o jogo a chegar ao gim, só uma equipa corajosa como este Real Madrid CF se arrisca a ir com tudo para a frente. A manter e a melhorar no futuro.

 

Negativo: Zinédine Zidane. A derrota «merengue» em Barcelona foi injusta, é um facto, mas a verdade é que a equipa «blanca» tinha a obrigação de se ter +reparado melhor para defrontar um adversário que todos sabiam como ia jogar.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:13

Eis o click?

por Pedro Silva, em 18.01.18

imgS620I213077T20180118222607.jpg 

imagem retirada de zerzero

 

Antes de se dizer que a prestação de hoje do Real Madrid CF foi mediana (muito mediana para ser simpático) ha que dizer - sem qualquer intenção de desresponsabilizar a equipa mais forte (no caso o Real Madrid CF) - que o jogo de hoje contava para a Copa del Rey. Dito de outra forma, a exibição que a equipa da capital espanhola realizou hoje no Estádio Municipal de Butarque foi a típica partida de uma eliminatória que se disputa a duas mãos. Claro que podemos. E devemos . dizer que a equipa de Zidane tinha a clara obrigação de ter feito muito mais do que aquilo que fez para levar de vencida um modesto e muito bem organizado CD Leganés, mas como tendo em consideração as características do jogo de hoje é, então, natural que os pupilos de «Zizou» não tenham dado tudo o que tinham para dar. Acrescente-.se que a tudo isto há, ainda, que juntar o conturbado momento que se vive no Bernabéu e o raio do azar que só traz lesões atrás de lesões.

 

Contudo, tal não pode, nem deve servir para braquear muitas das coisas más que vi o Real Madrid fazer. Isto de se jogar para trás e para os lados pode muito bem ser fruto da fraca moral da equipa madridista, mas fazer tal coisa diante de uma equipa organizada e lutadora como este CD Leganés poderia ter sido fatal. E poderia ter sido fatal porque tal postura por parte da equipa mais forte moraliza a equipa mais fraca, equipa esta que aos poucos vai acreditando que pode fazer uma “gracinha”. Tal acabou mesmo por acontecer na segunda parte deste jogo e só não deu em mais um desastre «blanco» porque Kiko Cassila esteve sempre muito melhor entre os postes do que a jogar com a bola nos pés. E assiam não pode ser Zidane! Se a ideia de jogo era a de se gerir o esforço do plantel porque o calendário começa a “apertar”, então havia que dar tudo por tudo na primeira parte para que os golos da tranquilidade aparecessem. Bem sei que tal parece ser “paleio de treinador de bancada#, mas é assim que as grandes equipas costumam actuar mesmo quando estão a atravessar uma fase má. Se não o fizererm nunca mais sairão desta fase. Espero sinceramente que este grande golo de Marco Asensio e a vantagem «merengue» na primeira mão dos quartos-de-final da Copa del Rey seja o tal click de que o Real Madrid Cf tanto necessita para voltar a jogar como deve ser.

 

Uma palavra final para dizer o quanto apreciei o trabalho do mister do Leganés. Sabendo que a sua equipa é muito mais modesta do que a de Zidane, Asier Garitano apostou na táctica de “equipa pequena” sem ter “encostado o autocarro diante da sua baliza”. As transições defesa/ataque do Leganés eram feitas com cabeça, tronco e membros. Esta inteligente e racional cartada de Garitano teve o condão de causar muitos dissabores à “tremida” defesa do Real Madrid.

 

MVP (Most Valuable Player):  Theo Hernández. O jovem defesa lateral esquerdo do Real Madrid foi o autor da assistência que permitiu a Marco Asensio colocar a equipa de Madrid em vantagem na eliminatória. Para além disto, Theo esteve também quase sempre muito nem a defender e a atacar pelo seu flanco.

 

Chave do Jogo: Inexistente, não obstante a equipa da casa ter feio muito mais do que a equipa visitante para vencer.

 

Arbitragem: Jogo fácil de se dirigir devida à postura correcta de todos os jogadores. Não se deu por Sánchez Martínez e quando tal é assim é porque o trabalho da equipa de arbitragem foi bom.

 

Positivo: Zinédine Zidane. Apostou (exageradamente) na excessiva rotatividade do seu plantel. Durante o decorrer do jogo tentou corrigir o seu erro com as entradas de Isco e Modric em campo e acabou por vencer,

 

Negativo: Borja Mayoral. Um avançado não pode ficar à espera que as bolas venham ter com ele para as meter dentro da baliza adversária. Há que se movimentar em campo para que os colegas tenham espaço para criar o jogo ofensivo de que o avançado tanto necessita. A rever Mayoral!

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:55



Agenda do Real Madrid


Calendário

Maio 2018

D S T Q Q S S
12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031

Pesquisar

  Pesquisar no Blog

MARCA (24/05/2018)


as (24/05/2018)


Publicidade



Espectadores


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.